Cidadãos do Infinito




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18/10/2020
Teologia da Libertação... quem a criou? Por quê?
Um projeto de civilização anticristã está a ser construído sobre as ruinas da Igreja Católica


Marxismo Cultural – ataque cultura Ocidental

 

Lênin, ditador comunista, já havia usado a Mídia para programar a mente das pessoas através da Propaganda do partido. Usando a chamada Espiral do Silêncio (não dar oportunidade para o opositor falar; e ridicularizá-lo) promovendo o discurso único.

 

A escola de Frankfurt       ----   ataque e destruição da Civilização do Ocidente (Direito Romano/Fé judaico-cristã/Filosofia Grega)

A Primeira Guerra Mundial provocou uma crise teórica entre os marxistas. Eles esperavam que os proletários se unissem na luta contra a burguesia, mas o que aconteceu foi exatamente o contrário: os operários se voltaram uns contra os outros. Mas quem teria "alienado" dessa forma a classe trabalhadora, fazendo com que ela servisse aos "interesses do capital"? Segundo a Escola de Frankfurt, nada mais nada menos que a Civilização Ocidental.

Dois pensadores diferentes encontraram a mesma resposta para o dilema da alienação: o primeiro foi Antonio Gramsci, que na URSS viu os limites da teoria marxista, tomando consciência da necessidade da mudança de cultura para a implantação da mentalidade socialista; o outro foi Georg Lukács, que em união com Felix Weil, fundou, em 1923, o Instituto para Pesquisa Social, contando também com a colaboração de outros pensadores, tendo como objetivo o estudo da civilização ocidental com o intuito de destruí-la. Este Instituto também ficou conhecido como escola de Frankfurt, tendo como principais membros Max Horkheimer, Theodor Adorno, Herbert Marcuse, Erich Fromm, Wilhelm Reich.

Uma das tentativas de solução foi oferecida pelo fascismo: o otimismo nacional. Tal empreitada ficou caracterizada pela tentativa de se criar uma sociedade justa, um estado totalitário, através da bandeira do otimismo nacional, da raça, do nobre selvagem. Hitler, acreditava que o cristianismo abastardou a nobreza da nação alemã que, ele ligava diretamente aos gregos. Hitler admirava o trabalho de Nietzsche, o valor do não racional, das trevas, das forças ctônicas. A partir do homem forte, que se libertou dos grilhões da racionalidade, Hitler promovia a possibilidade de criar uma nova nação a partir da fidelidade à própria raça, às próprias origens.

Uma segunda reação à crise marxista foi a reação pessimista da Escola de Frankfurt, que via na civilização ocidental como algo extremamente negativo. A tentativa de desconstrução do mundo ocidental através da Teoria Crítica como um caminho de constante crítica e destruição ante a civilização ocidental. A escola de Frankfurt, porém, não tinha um projeto para o pós-destruição, pois acreditava no poder criativo do mal, na certeza de que se houvesse destruição, a ordem, de alguma maneira desconhecida, iria surgir.

Horkheimer e Adorno escreveram um livro chamado A Personalidade Autoritária, buscando apresentar uma íntima ligação entre a civilização ocidental e o fascismo, conseguindo, através de um contorcionismo lógico, convencer as pessoas de que o capitalismo, a civilização ocidental e o cristianismo são a verdadeira origem do fascismo. Eles buscaram convencer os americanos de que eles próprios são os maiores fascistas. Para isso, criam uma escala de fascismo, medindo os graus, os traços de fascismo em cada pessoa.

Herbert Marcuse escreveu um livro chamado Eros e Civilização, na década de 50, no qual traça, com toda clareza, o programa da revolução hippie, da revolução sexual, do pacifismo. Marcuse propõe uma junção do pensamento de Freud e Marx ao defender a tese de que o americano é puritano e que por reprimir o sexo é extremamente agressivo. Para superar tal agressividade, os americanos precisam fazer guerra. Como o sistema capitalista precisa de mercados, as guerras são úteis para o imperialismo americano conquistar o mundo. A repressão sexual seria um dos meios para manter o sistema capitalista de pé, pois ao tornar as pessoas agressivas, leva a guerras e, automaticamente, acaba por atrasar a implantação da nova sociedade marxista no mundo.

É preciso, então, que o homem reprimido, puritano, faça sexo. Daí surge o lema de Marcuse: faça amor, não faça a guerra. A revolução hippie é fruto direto do pensamento de Marcuse. Segundo ele, fazendo sexo os jovens iriam se tornar pacifistas, não fariam guerras, o que faria com que o sistema capitalista caísse. Assim, o movimento hippie e Woodstock, que pareciam ser fruto da decadência do modelo da sociedade americana são fenômenos inoculados na sociedade americana pelos marxistas.

A Escola de Frankfurt buscou implementar a revolução marxista impondo um novo padrão de sexualidade, para facilitar a implantação da sociedade socialista. Porém, a destruição da moral sexual levou os jovens da década de 70 a transgredir, a violentar a própria consciência e as regras morais, mas para isso, eram necessárias altas doses de drogas para que a libertinagem sexual fosse vivenciada. Só assim diziam não à moral cristã, conservadora. 

 

A Entrada do Comunismo no Brasil

1ª Internacional Comunista em 1864 em Londres. Com Marx e Engels presentes.

2ª Internacional Comunista em 1889 em Paris sob o comando de Engels.

3ª Internacional Comunista em março de 1919 em Moscou, Rússia organizada por Lenin.

Em outubro de 1917 estoura no Brasil uma greve geral, motivada pela inflação de 400% entre 1914 e 1917, que parou São Paulo e se espalhou para todo o Brasil... a greve no setor têxtil de São Paulo, no edifício Crespil do conde Rodolfo Crespil, foi duramente reprimida pela polícia.

Em março de 1922 surge em Niteroi-RJ o Partido Comunista Brasileiro (PCB ou PC do B). Diretamente ligado ao comunismo russo. Em julho de 1922 foi banido pelo presidente Epitácio Pessoa. Em 1927 volta a legalidade e concorre as eleições em 1930. E volta a ilegalidade em 1930 devido ao golpe de Getúlio Vargas.

Revolução de 1930: Getúlio Vargas, que tinha por mentor Júlio de Castilho, um Positivista que tinha por lema Amor, Ordem e Progresso.

 Em 1930 o Escritor Graça Aranha, comunista, manda dinheiro e armas para Luís Carlos Prestes, exilado na Argentina para aderir à revolução de 30, prestes não aderiu. Stalin chama Luís Carlos Prestes para ir a Rússia, fica por lá em 1931 a 1935.

Getúlio promove o Movimento da Constituinte de 1933 e faz a constituição de 34. A nova constituição não deu legalidade ao partido comunista brasileiro por seu caráter internacionalista.

Em 1935, Prestes, que recebeu financiamento russo para a Intentona Comunista no Brasil em 1935, tenta um golpe no governo de Getúlio Vargas. A intentona fracassa e Prestes fica preso até 1945. Em 1937 Vargas instala a ditadura do Estado Novo que termina 1945. Em 1945 com a eleição do General Dutra, o Golpe Branco em Vargas e o derruba do poder.  Em 1945, após queda de Getúlio, o PCB volta a legalidade com 200.000 inscritos. E elegem o primeiro Senador Luís Carlos Prestes e 17 deputados.

1946 inicia a guerra fria, e Dutra se articula com o TSE, usa uma brecha na Constituição e tiram o PCB da legalidade, por não ser um partido Democrático.

Contexto depois de 1950:

Nos anos 50 e 60 houve tentativas de infiltração socialista/comunista no governo brasileiro de Jânio Quadros. Agentes do serviço de inteligência e espionagem da Thecoslováquia ligados a KGB (Russa) marcaram audiência com o presidente.

                Diversos movimentos comunistas/socialistas promoveram revoltas para tomar o poder nos países da américa Latina, inclusive no Brasil. Dois grupos atuaram no Brasil:

  • Grupo Armado que promovem terrorismo, sequestros, roubos a bancos... (Marighella, livro ‘miniManual do guerrilheiro  urbano’ 1969)
  • Grupo de Intelectuais que leram Antonio Granschi e a Escola de Frankfurt (destruição da cultura). Estes promoveram a ocupação de espaço nas Escolas, igrejas, mídia, jornais, revistas, sociedades de bairro...

1964 – Os militares assumem o governo no Brasil como reação contra o movimento socialista, entretanto, eles limitaram-se a combater o grupo violento, deixando os intelectuais agirem livremente e permanecem no poder até hoje.

Ênio Silveira, editor e diretor da Editora Civilização Brasileira, maior revista de esquerda para debate interno. Passa a partir de 1963 a atacar pontos específicos da sociedade brasileira como: a ideia de família, a moral sexual, as bases do direito moral e civil... gradualmente a esquerda foi ocupando todos os espaços. No período do governo militar a esquerda dominava a Imprensa Brasileira inteira. Dominava o Sistema Educacional Brasileiro com autores como Vigotsky, Paulo Freire... e fazendo a cabeça dos professores. Um modelo vindo direto do Rússia. Ideologia de gênero, abortismo, feminismo, direitos das minorias, racismo, indigenismo...

Enquanto isso, na Igreja Católica, os hereges Modernistas promovem a revolução no Concilio Vaticano II (1962-1965). Em agosto de 1962 na Cidade de Metz na França, o Cardeal Católico Eugène Tisserant fez um acordo com o Arcebispo Ortodoxo Nicodin (identificado como agente da KGB, nos arquivos de Moscou). Neste acordo, o Vaticano se comprometeu a não condenar o Comunismo no Concilio Vaticano II e os Ortodoxos (do Regime comunista da União Soviética) se fizeram presente. No final do Concilio, em 1965, cerca de 42 Bispos Socialistas assinam o Pacto das Catacumbas ‘’opção preferencial pelos pobres’’, nas catacumbas do Vaticano. Logo após, 500 dos 2.500 Bispos do Concílio aderiram ao pacto. Pacto esse, renovado por 40 Bispo no recente Sínodo da Amazônia.

 

Teologia da Libertação ataque a Igreja Católica              

 

Fontes da TL: Modernismo (Gnose = subjetivismo, irracionalismo, voluntarismo) /Marxismo (agnóstico)

Criadores da "Exegese Histórico Crítica’’:

     Baruch Espinoza (1632~1677) O judeu expulso do judaísmo;

               RELATIVISMO           Richard Simon (1638~1712), o católico excomungado pela Igreja Católica;

    Thomas Hobbes (1588~1679) o protestante rejeitado pelo protestantismo.

Johan S. Semler (1725~1791), considerado pai da “Teologia Liberal”

 

O Serviço Secreto Soviético (KGB) criou muitos movimentos de “Libertação”: O Exército de Libertação Nacional da Colômbia (FARC), criado com a ajuda de Fidel Castro; o Exército de Libertação Nacional da Bolívia, criado com o apoio de “Che” Guevara; e a Organização para Libertação da Palestina (OLP), criado com ajuda de Yasser Arafat, são somente alguns movimentos de “Libertação” nascidos em Lubyanka – lugar dos quartéis-generais da KGB Russo.

Foi a KGB quem concebeu a Teologia da Libertação Católica, e não invenção dos católicos latino-americanos. O homem que hoje é o chefe da Igreja Ortodoxa Russa, Patriarca Kirill, trabalhou secretamente para a KGB sob o codinome “Mikhailov” e passou quatro décadas promovendo a Teologia da Libertação, o Marxismo Cristianizado. Por iniciativa dos comunistas, que foram atrás dos cristãos, a Teologia da Libertação foi planejada dentro do Programa de Desinformação do Partido/Estado, altamente secreto, aprovado formalmente em 1960 pelo chefe da KGB, Aleksandr Shelepin, e pelo membro do Politburo Aleksei Kirichenko, na época o segundo na hierarquia do partido, logo abaixo de Nikita Khrushchev.

 Em 1965, o teólogo Batista Harvey Cox, publica A Cidade Secular, como contraposição à obra clássica de Santo AgostinhoA Cidade de Deus na qual defende que a divisão entre a cidade dos homens (o mundo terreno) e a cidade de Deus (o mundo espiritual), segundo ele a partir do século XX essa visão encontra-se superada pela contraposição entre a cidade dos operários oprimidos (o mundo proletário), a cidade dos donos do poder (o mundo geopolítico) e a cidade dos capatazes opressores (o mundo burguês).

O marco do nascedouro da Teologia da libertação porém, está na publicação da obra Uma teologia da esperança humana, de Rubem Alves, cujo título original era Em direção a uma Teologia da Libertação - sua tese de doutoramento no Princeton Theological Seminary.

Surgimento da Teologia da Missão Integral (Protestante): 1966

Divisores de águas entre ecumênicos, fundamentalistas, conservadores e evangelicais se deram a partir de eventos que demarcaram as diferenças, como o surgimento do CMI (Conselho Mundial de Igrejas, 1948, ecumênico) e do CIIC (Concílio Internacional das Igrejas Cristãs, 1948, fundamentalista). Em 1966, realizou-se o Congresso Mundial de Evangelização em Berlim, promovido pela revista “Christianity Today”, em comemoração aos dez anos da Associação Billy Graham, reunindo a parcela conservadora que iria, mais adiante, organizar em 1974 em Lausanne, o Congresso Mundial de Evangelização, cujo Pacto tem sido tomado como referência para a missão. Evangelismo e Responsabilidade Social.

Em 1968 a Conferência Cristã pela Paz criada pela KGB, apoiada em todo mundo pelo Conselho Mundial da Paz (1949), foi capaz de manipular um grupo de bispos sul-americanos da esquerda dentro da Conferência de Bispos Latino-americanos em Medellín (Colômbia).

Em 1970, José Comblin teólogo belga radicado no Brasil, publica a primeira obra católica no lançamento da Teologia da Libertação, Teologia da Revolução. Em 1971, Gustavo Gutiérrez publicou Teologia da Libertação. Somente em 1972, Leonardo Boff surge no cenário teológico com a publicação de Jesus Cristo Libertador. Como Rubem Alves estava asilado nos EUA neste período, Boff passou a ser o mais conhecido representante desta corrente teológica que vivia no Brasil, devido à proteção recebida pela ordem dos franciscanos, à qual ele pertencia.

Em 1971, a KGB enviou Kirill a Gênova como emissário da Igreja Ortodoxa Russa para o Conselho Mundial de Igrejas. O CMI era, e ainda é, a maior organização religiosa internacional depois do Vaticano, representando cerca de 550 milhões de cristãos de diversas denominações em 120 países. A principal tarefa de Kirill/Mikhailov era envolver o CMI na disseminação da recém-criada Teologia da Libertação por toda a América Latina. Em 1975, a KGB conseguiu infiltrar Kirill no Comitê Central do CMI – posição que manteve até ser “eleito” patriarca da Rússia, em 2009. Logo após ter entrado no Comitê Central, Kirill informou à KGB: “Agora, a agenda do CMI é a nossa agenda”.

Em 1962 Frei Betto, um Dominicano, se torna dirigente nacional da Juventude Estudantil Católica (JEC). Foi preso em 1964 por 15 dias e de 1969 até 1973. Quanto saiu da prisão se dedicou na construção das Comunidades Eclesiais de Base (CEB’s) de onde saíram muitos movimentos sociais como CUT, MST (criado com a colaboração da CNBB a partir da Pastoral da Terra),  ONG’s... PT (ideia de frei Tito, que Frei Betto e Lula pegam para criar o Partido dos Trabalhadores em 1980).  Betto foi amigo pessoal de Marighella o guerrilheiro, idealizou o Foro de São Paulo, ajudou a fundar o PT a partir da base católica, foi intelectual da FARC no Brasil, foi assessor do Lula. Frei Betto disse: ‘’’Tive ligações com grupos de esquerda na época de minha atividade de política estudantil, em Belo Horizonte, antes do golpe de 64. Trabalhei muito em contato com o pessoal do Partido Comunista, e depois com o pessoal da Ação Popular. Após o golpe, vinculei-me ao pessoal da ALN, comandada por Marighella. Estive sempre muito próximo de companheiros comunistas.’’

Em 1985 Fidel Castro fala a dom Pedro Casaldáliga: ’’a Teologia da Libertação é mais importante do que  o marxismo para a revolução latino-americana.’’

O Papa João Paulo II, que conhecia bem os comunistas, não se deixou enganar pela teologia da libertação soviética. Em 1983, o seu amigo e homem de confiança, Cardeal Ratzinger (mais tarde Papa Bento XVI), na época chefe da Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano, classificou como marxista a ideai da TL de que a luta de classes seja essencial para a história. O Cardeal chamou a TL de “heresia ímpar” e uma “ameaça fundamental” para a Igreja. A Congregação para a Doutrina da Fé publicou dois documentos sobre esta teologia, Libertatis nuntius ("Instrução sobre alguns aspectos da Teologia da Libertação"), em 1984, e Libertatis Conscientia, de 1986, embora nunca tenha condenado formal e definitivamente a Teologia da Libertação.

Na década de 90 o discurso de Leonardo Boff migra para uma TL verde (Ecológica):

‘’A Ecologia Integral e a Teologia da Libertação possuem algo em comum: ambas partem de um grito. A ecologia do grito da Terra, dos seres vivos, dos ecossistemas agredidos pelo tipo de crescimento material ilimitado que não respeita os recursos limitados da Terra. Propõe o paradigma "cosmocêntrico", que entende a realidade de maneira unitária/holística, como condição necessária para a sobrevivência do planeta e da humanidade. A adesão ao paganismo indígena da Gaia, mãe terra como organismo vivo... onde não há hierarquia de seres vivos, todas as espécies são igualmente importantes, o ser humano não é superior.

A Teologia da libertação nasceu ao escutar o grito dos pobres econômicos, das classes exploradas, das culturas humilhadas, dos negros discriminados, das mulheres oprimidas pela cultura patriarcal, dos LGBT e portadores de necessidades especiais. Todos gritam por libertação. Desta escuta nasceram as várias tendências da Teologia da libertação: a feminista, a indígena, a negra, a histórica entre outras. Em todas elas é sempre o respectivo oprimido, o sujeito e protagonista principal de sua correspondente libertação’’.

É claro, era e continua sendo uma ameaça – uma ameaça deliberadamente concebida para minar a Igreja e desestabilizar o Ocidente por meio da subordinação da religião a uma ideologia política ateísta. Ao longo de toda sua história, a Rússia tem sido uma autocracia totalitária na qual o senhor feudal domina o país e a igreja com o auxílio da sua força política policial.

Além dessas influências, algumas mudanças na Igreja possibilitaram o surgimento da Teologia da Libertação:

  1. 1929 - A experiência da Ação Católica e seu método VER-JULGAR-AGIR. Esta pedagogia ajudou na busca de uma compreensão crítica da realidade e impulsionou uma ação transformadora.
    • 1952 – Criação da CNBB, Dom Helder Câmara foi o primeiro secretário até 1964.
  2. 1955 – A primeira Conferência do Episcopado Latino-Americano, no Rio de Janeiro. Discutem a carência de vocações sacerdotais, problema com industrialização, a colaboração dos leigos, a população indígena, as Missões, a imigração e do apostolado do mar. Bispos pedem a criação da CELAM. Esse pedido recebeu aprovação pontifícia em 1955, quando se erigia oficialmente o CELAM (Conselho Episcopal Latino-Americano), que teria sua sede em Bogotá, na Colômbia. Entre 1956 a 1959 surgem muitas conferencias episcopais.
  3. 1962-1965 - A realização do Concílio Vaticano II, e a busca de diálogo da Igreja com o mundo moderno.
    • Concilio Pastoral, não dogmático
    • Reforma Litúrgica: Mudanças no Rito da Missa (coração da Igreja Católica).
    • Mudança na compreensão do que é Igreja (protagonismo dos leigos)
    • Novo conceito de Sacerdócio... secularização.
  4. 1968 - Segunda Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, em MedellínColômbia.
    • 1979 – Terceira Conferência em Puebla, México.
    • 1992 – Quarta Conferência em Santo Domingo, Republica Dominicana.
    • 2007 – Quinta Conferência em Aparecida, Brasil.
  5. 1970 - O florescimento das Comunidades Eclesiais de Base, que impulsionadas pela Conferência de Medellín e pela pedagogia da Ação Católica através do método VER-JULGAR-AGIR, lutavam pela transformação social.
  6. O enfrentamento dos regimes militares por parte das conferências episcopais nacionais, ou por bispos isolados, como Dom Hélder Câmara, Dom Pedro Casaldáliga, Dom Paulo Evaristo Arns, Dom Oscar Romero, entre outros.

Os teólogos da libertação atualmente reúnem-se no Fórum Mundial de Teologia e Libertação. O primeiro Fórum Mundial ocorreu em Porto Alegre, em 2005. Uma das instituições na América Latina que se dedicou a apologia da Teologia da Libertação é a "Unisinos", instituição de ensino superior jesuíta do Rio Grande do Sul, que em 2011 promoveu o "Congresso Continental de Teologia".

A posição do Vaticano diante da Teologia da Libertação mudou sensivelmente desde a eleição do Papa Francisco, já que ele mesmo se formou na Argentina na "Teologia do Povo". Papa Francisco recebeu em 2013 ao padre dominicano Gustavo Gutiérrez, isso foi visto como "um passo para a reabilitação total da Teologia da Libertação".

Em 2015 o Papa Francisco aprovou o decreto de beatificação do arcebispo de San SalvadorÓscar Romeromártir da Igreja, assassinado por «ódio à fé». Dom Romero defendia ativamente a "opção preferencial pelos pobres" e tornou-se um dos símbolos da TL na América Latina. Também em 2015 iniciou o processo de beatificação de Dom Helder Câmara também da TL.

 

  • Padre Paulo Ricardo:

Teologia da libertação – não é uma ideia, é um jeito de pensar. Se fosse uma ideia seria fácil condenar, como aconteceu com as outras heresias na história da igreja. A TL é uma nova interpretação do cristianismo, um novo jeito de pensar. Uma abolição de todo sentido transcendente da fé, o espiritual, os sacramentos, o milagre que é intervenção divina na criação. Tudo é aqui na terra, imanente, sem ação sobrenatural. Nova leitura da sagrada escritura, naturalizada... simbólica. A TL esvazia a fé e relê todos os dogmas com outra visão. É um materialismo marxista que lê os evangelhos em categorias sociológicas. É o marxismo usando e instrumentalizando a religião para alcançar seus objetivos.

  • Luiz Camargo:

TL é uma das etapas do gramscismo de dominação de todas as interfaces culturais da nossa civilização ocidental, incluindo a própria igreja, que ao longo da história foi e continua sendo o maior obstáculo a qualquer movimento revolucionário que quer remodelar o mundo segundo suas aspirações humanas. Toda pressuposição teórica da esquerda, parte de que o homem não é um ser corrompido, mas é a sociedade que o corrompe. Por isso, o homem pode imaginar uma sociedade justa e perfeita e tentar colocar em pratica pelo comunismo. Por outro lado, o cristianismo se baseia no fato de que o ser humano e corruptível como consequência do pecado original, a maldade passou a fazer parte da sua natureza o incapacitando de uma auto-redenção necessitando de uma redenção que venha de fora por atuação direta do agente divino. No comunismo não existe Deus, religião ou realidade transcendente, só o povo e o partido, onde o estado todo poderoso deve ocupar na vida de cada um o papel que caberia a Deus. O comunismo e o cristianismo são totalmente incompatíveis. Em todas as ditaduras comunista foram marcadas por perseguição religiosa, prisão, morte, fechamento e destruição de igrejas, proibição de culto. Antônio Gramsci ensinou que a revolução não é mais pelas armas e a violência, mas de forma lenta e gradual dominando os meios culturais primeiro, para assim ir moldando as mentalidades das pessoas que passarão a compactuar com as prerrogativas revolucionarias sem oferecer resistência. Sendo assim, é muito mais eficiente, em vez de destruir a igreja, melhor se infiltrar nela e distorcer seus ensinamentos. Se infiltrar nos seminários e formar ministros que propagem para os fiéis uma visão distorcida das escrituras, um evangelho pautado na luta de classes e um Jesus semelhante a um revolucionário marxista. Essa mentalidade entrou também em igrejas protestantes. Essa corrente marxista cristã chamada TL ganhou corpo no Brasil durante o regime militar e teve como pais fundadores Hugo Asman e Leonardo Boff.

 

  • Prof. Orlando Fedelli Triunfo do Modernismo no Concílio Vaticano II:   

1) Lumen gentios – ‘’A Igreja é como que sacramento da união intima com Deus e para a unidade do gênero humano’’... o exterior esconde a realidade verdadeira, é preciso destruir a igreja para que a verdadeira igreja surja. Como consequência qualquer religião pode salvar, ecumenismo, ação salvífica universal, todo mundo está salvo, a presença da partícula divina em todas as pessoas, a comunidade é quem celebra.

2) Pacto das catacumbas (em 1965, 42 Bispos, depois com a adesão de 500 Bispos dos 2.500 presentes no Concílio, destaque para dom Elder Câmara).

3) Papa Paulo VI com a encíclica Popolum progresso (fala dos abusos dos capitalistas defendendo uma reação violenta/ colonialismo europeu na américa, indigenismo, negrismo...).

4) Congresso de Bruxelas 1970 e de Medelim  que deu origem às guerrilhas na américa latina.

Os teólogos da libertação não querem apenas a libertação do capitalismo, querem a libertação de Deus... Boff diz em uma conferência em Teófilo Otoni que ‘’esse velho barbudo lá em cima, eu sou ateu desse deus lá, está na hora de nos livrarmos dele’’ um deus transcendente no céu deve ser eliminado... um deus que quer mandar nos outros homens, que quer impor mandamentos, esse é um deus que impõe uma desigualdade. Esse deus monoteísta vai criar a sociedade monárquica, a família patriarcal, o fazendeiro, o patrão que são símbolos desse deus transcendente ao mundo. Boff defende um deus plenamente imanente (1972), o fim do cosmo é a cristificação total, tudo vai virar deus (gnose). Defende um reino de Igualdade absoluta, um reino socialista, absoluta negação da propriedade privada. Em 1980 Boff diz: ‘’o que propomos não é teologia dentro do marxismo, mas marxismo materialismo histórico dentro da teologia. TL nasce da práxis do povo.. é latino-americana’’. Apoiado por Dom Evaristo Arns, Dom Aloisio Lorscheider, Dom Pedro Casaldaliga...

O papel da teologia é contestar o pensamento puramente intelectual. Defendem um conhecimento superior ao conhecimento intelectual... uma intuição que ilumina (gnose)... todos os pensamentos gnósticos são contra a Razão... Lutero chamou a Razão de meretriz louca. A revolução francesa simbolizou a Razão como uma prostituta. Toda filosofia iluminista é gnóstica e irracionalista. Negação de possibilidade de conhecer a verdade, relativismo... anticlerical.

 

 

Papas que condenaram o socialismo/comunismo (Base da ‘’Teologia da Libertação’’): Pio IX (1846-1878),  Leão XIII (1878-1903), Pio X (1903-1914), Bento XV (1914-1922), Pio XI (1922-1939), Pio XII (1939-1958), João XXIII (1958-1963), Paulo VI (1963-1978),  João Paulo II (1978-2005), Bento XVI (2005-2013)

“(...) Entre comunismo e cristianismo, o pontífice [Papa Pio XI] declara novamente que a oposição é radical, e acrescenta não se poder admitir de maneira alguma que os católicos adiram ao socialismo moderado: quer porque ele foi construído sobre uma concepção da vida fechada no temporal, com o bem-estar como objetivo supremo da sociedade; quer porque fomenta uma organização social da vida comum tendo a produção como fim único, não sem grave prejuízo da liberdade humana; quer ainda porque lhe falta todo o princípio de verdadeira autoridade social. (...)” (Encíclica Mater et Magistra, 15 de Maio de 1961, 34, Joao XXIII)

Em 1 de julho de 1949, o Santo Ofício publicou mais um decreto condenatório, aquele que passou a ser popularmente conhecido como o Decreto contra o comunismo. Neste documento, o Santo Ofício proibiu os católicos de favorecerem, votarem ou se filiarem em partidos comunistas; e de ler, publicar ou escrever qualquer material que defendesse o comunismo (citando o cânone 1399 do Código de Direito Canónico de 1917, atualmente revogado). Este decreto voltou também a confirmar a excomunhão automática ipso facto (ou Latae Sententiae) de todos os católicos que, em obstinação consciente, defendiam abertamente o comunismo, porque eram considerados apóstatas.

 

https://padrepauloricardo.org/aulas/reacao-a-crise-marxista https://www.acidigital.com/noticias/ex-espiao-da-uniao-sovietica-nos-criamos-a-teologia-da-libertacao-28919 https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Mae-Terra/Ecologia-e-Teologia-da-Libertacao/3/46005 https://www.youtube.com/watch?v=pgcuFZT_HLs&t=18s (Padre Paulo Ricardo - entrevista) https://www.youtube.com/watch?v=QnW30tKPges&list=PLkmrh832EqUR6MpkPwLWqFHI6klCFmWbw (vídeo de Luiz Camargo)



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